EDU FELISTOQUE, tem um olhar tão diferenciado para a vida, que Ela em sua graça, não poderia deixar passar em branco. E assim se faz um grande diretor e cineasta.  Nessa entrevista, ele fala dos seus lançamentos e nos dá uma aula de arte conectada ao cotidiano. Minha gratidão a amizade e a oportunidade de tê-lo por aqui…

 

Edu, a ideia inicial do TORO e HECTOR surgiu como uma pesquisa ou veio da intuição?

A ideia de ambos os filmes surgiram quando eu rodei um documentário sobre a implantação do “RAPAPA”,  radio patrulhamento padrão) do Governo Quércia, naquela época ainda tínhamos as famosas “Baratinhas” Fuscas na policia e o “Rapara” substituía os precários “Volks Fusquinhas” pelos  “Opalas” de motores potentes. O único problema e que não deram o treinamento adequado para os policiais e muitos deles pareciam pensar estar em um filme policial americano, cantando pneus, e atirando como uma espingarda 12 perseguindo bandidos ou tudo que se movia! Mais tarde ajudei a produzir o longa “400 Contra Um, a Historia do Crime Organizado” e em ambas as experiências pude ter contato com a vida pessoal de policiais e bandidos, pude ver como o ser humano reagi quando esta sobre pressão!

Quanto tempo de ajuste, entre o inicio dos roteiros até a finalização das edições e cortes?

Foram bons seis anos! Para os dois roteiros.

No meio do caminho, houveram mudanças, ou você conservou a ideia original da sua concepção?

Como sou mais de encontrar e me inspirar na vida real para compor as personagens dos meus filmes,  pensei  mesclar experiências dessas várias personagens reais  que conheci  em únicas personagens dos filmes,  então optei por uma visão mais literária chamando o roteirista  Júlio Meloni e mais tarde a Silvia Lourenco para contribuírem com o roteiro final. Foram vários tratamentos de roteiros mas o argumento original ficou em tacto !

TORO e HECTOR,  os filmes significam:

O nosso “TORO” significa um violento, forte, viril e belo macho, e que na verdade questiona sua condição dessas “qualidades”! 

O nosso “ HECTOR” vive em fuga de si mesmo! Tenta esquecer que foi um dia o : Latrina” e sua mente resolve percorrer caminhos estranhos para suportar a dor.

A personagem e seu entorno, são encontradas nas ruas no nosso dia a dia? O que e para você ficção e onde esbarra no cotidiano?

“TORO” e “HECTOR”, estão no metro, no ônibus, nas ruas, estão na vida real, sem invenção, copiamos os  acontecimentos!    

Quais as dificuldades do cinema atual? Desde a captação, produção, finalização e veiculação?

Honestidade intelectual e ideológica ! Essa é a maior dificuldade hoje,  as outras  dificuldades são as de sempre! 

Onde os filmes serão exibidos e quais as janelas que você pretende abrir para o “TORO” e “HECTOR”?

Os longas vão entrar no circuito nacional de salas de exibição em cinema, cerca de 25 cidades, não simultâneas, após isso estarão disponíveis no Now net , no serviço sobe demanda e na programação do CANAL BRASIL..  

Onde estão os “TOROS” nos dias atuais?

Na política, dentro de casa, na vizinhança, entre os amigos e inimigos!  Todos nos somos atores de nos mesmos, uns são mais!

Que mensagens seus filmes deixam para os expectadores?

Varias! Rolam múltiplas interpretações das obras e por diversas pessoas. Todo dia alguém que viu um dos filmes me diz algo que eu não conhecia da obra, aprendo muito com os espectadores, mas uma delas é que fomos feitos para evoluir, que nosso organismo, nossa mente principalmente, se adaptam para não sofrer, para sobreviver! Portanto não lute contra sua natureza, a não ser que isso prejudique alguém ou você mesmo. “Solte o corpão”, como prega minha querida produtora Lu Lopes) relaxe, miguem e extremamente do mau ou radicalmente do bem…Tudo depende das circunstancias que o invidio esta passando! Repense seus valores e “enterre seu passado em uma cova bem funda, se não ele volta” !  

A estreia de “TORO” foi dia 24.11 e junto com, “HECTOR”…. Como foi essa tratativa, e quais as diferenças básicas entre os dois filmes da serie que ainda ira ter muitas produções e quem são seus parceiros?

Na verdade são três filmes , “INSUBORDINADOS, o primeiro filme da “TRILOGIA DA VIDA REAL” que foi lançado em cinemas e na tv por assinatura,  apresenta a arte e a criatividade como ferramentas de fuga de uma realidade angustiante. Agora “TORO” mostra em diversas camadas, múltiplas interpretações de temas atuais. Uma das camadas a intolerância e suas causas verdadeiras. A personagem central se mantém em fuga de sua própria condição, oprimindo seus mais íntimos desejos através de uma falsa imagem que ostenta, a de um violento lutador e por final “HECTOR” , mergulha em uma viagem psicológica entre o passado e o presente da personagem e pergunta: “O que nos move?” Impossível é entender os caminhos que a nossa mente pode tomar para poder suprimir a dor. 

Os filmes se interligam através de um único problema em comum, e a vida pessoal  de todos correm em sentidos opostos com consequenciais surpreendentes geradas por esse problemas em comum.

A “TRILOGIA DA VIDA REAL” acaba por ai!  Dramas psicólogos consomem muito o diretor,  rsrsrs. Vou rodar um filme mais leve porém sempre com camadas de reflexão, mesmo que tenha entretenimento.

 

Links especiais:

Matéria na Globo News – Edu Felistoque

www.felistoquefilmes.com

 

E mais uma historia “DEU CERTO” com Edu Felistoque.

Até a próxima!!!

Michele Vanzella